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Outubro Rosa: O Mês de Conscientização do Câncer de Mama

17/10/2018
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O Outubro Rosa é um movimento internacional de mobilização contra o câncer de mama que surgiu nos Estados Unidos. Desde então, são realizadas ações no mundo inteiro com o objetivo de conscientizar as pessoas em relação à prevenção do câncer de mama pelo diagnóstico precoce e o tratamento imediato, evitando mortes pela doença.

O câncer de mama é o tipo de tumor mais comum entre as mulheres no mundo, e também no Brasil, não considerando os casos de câncer de pele não melanoma. Corresponde a cerca de 28% do total de novos casos a cada ano. Apesar de ser raro, a doença também pode acometer os homens, os casos representam 1% do total da doença.

Estimativa de novos casos para 2018: 59.700 *

* Dados: INCA

Desmistificar o câncer de mama é fundamental para combatê-lo: nos últimos anos, a taxa de mortalidade da doença caiu mais de 40%, e o diagnóstico precoce foi essencial para isso.

Infelizmente não há como prevenir o aparecimento do câncer de mama de forma absoluta. Por isso, o diagnóstico precoce da doença é primordial. Quanto mais cedo for diagnosticado, maiores as chances de sucesso no tratamento. O objetivo dos exames diagnósticos de rotina é encontrá-lo antes mesmo de causar sintomas. O tamanho do tumor e sua agressividade são fatores importantes para definir qual a melhor conduta médica para o tratamento adequado, influenciando decisivamente na cura.

Câncer de mama

Um tumor diagnosticado em estágio inicial chega a ter mais 90% de chance de cura.

Para diminuir a chance do desenvolvimento de qualquer tipo do câncer, inclusive o de mama, é necessário tomar alguns cuidados e manter uma vida com hábitos saudáveis. Fique atenta nas dicas abaixo:

  • Controle do peso
  • Pratique de atividade física
  • Evite abusar de bebidas alcoólicas
  • Evite o uso de hormônios por tempo prolongado
  • Não fume
  • Quando tiver filhos, amamente por um longo período
  • Beba bastante água

O câncer de mama não dói. Fique atenta aos sinais e sintomas:

  • Nódulo na mama
  • Inchaço em parte da mama semelhante à casca de laranja
  • Irregularidades ou retrações na pele da mama
  • Dor ou inversão do mamilo
  • Vermelhidão e descamação do mamilo, ou na pele da mama
  • Saída de secreção pelo mamilo, particularmente se for sanguinolenta ou translúcida
  • Nódulo nas axilas

Mulheres sem alterações ao exame clínico das mamas podem ter alterações detectadas na mamografia de rotina, por isso a importância do acompanhamento médico anual. A idade ideal para se fazer a primeira mamografia é aos 40 anos, e a partir daí com periodicidade anual. Mulheres que possuem histórico familiar de câncer de mama devem conversar com seu médico e iniciar os exames de prevenção o quanto antes.

Câncer de mama

A Autoestima e o Câncer de Mama

As mudanças físicas causadas pelo tratamento de câncer de mama podem ter um grande impacto na forma como as pacientes se sente a respeito de si mesma. É comum ficar menos autoconfiante e se preocupar sobre como os outros irão enxergá-la.

A queda dos cabelos é um dos principais efeitos colaterais de quem luta contra a doença. Mas isso não significa que a mulher deva se sentir menos bonita. Muitas optam por exibir a cabeça raspada como uma forma de se identificarem como sobrevivente do câncer de mama. Mas, para quem prefere cobrir a cabeça, há opções disponíveis para todos os gostos, estilos e personalidades: perucas, lenços coloridos e chapéus.

Nos casos mais agressivos, além de lidar com o diagnóstico, a mulher precisa encarar o choque da necessidade da retirada da mama. É uma etapa muito difícil. É chocante para a mulher, algumas se negam a se olhar no espelho, até que possam compreender que existe a possibilidade de reconstrução da mama ou aceitação da sua nova aparência.

Elevar a autoestima faz com que a mulher faça escolhas positivas para si mesma. A mulher passa a valorizar questões que antes não valorizava, passa a ver a vida de outra maneira, e a sua segurança vem com uma intensidade maior, de uma vencedora.

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